A terra e o homem - a terra como lugar de vida e pertença, o homem como construtor de significado e sentido - constituem a matéria e a forma deste livro sobre a condição humana.
Dando-nos um belo fresco da aldeia e das suas gentes, com a sua natureza bravia e rude, de onde sobressai a vida na sua pureza e autenticidade, A poucos palmos do chão mostra-nos um mundo onde tudo era como já não é, onde tudo foi como já deixou há muito de ser. Será possível regressar? O que será necessário para o fazer?
Na esteira de Aquilino Ribeiro, Miguel Torga, Manuel da Fonseca e Fernando Namora, entre outros, o autor oferece-nos cenários e personagens de realismo mágico, explorados pelos olhos de uma criança - talvez a criança que existe ou deveria existir em todos nós. É com esse olhar deslumbrado que se olha para a vida. É dessa magia que são feitas as páginas deste livro.