A física de hoje, longe de estar unificada, surge fragmentada e profundamente diversificada o êxito das actuais tentativas de unificação não está garantido. Dever-se-á, por isso, renunciar à procura de uma unidade subjacente aos fenómenos? Seria renunciar à própria física. Pela via das suas construções sistemáticas, a razão científica chama a unidade e espera por ela. Gosta-ria de se cristalizar em sistema. Contudo, paradoxalmente, a unificação não leva à unidade. Estabelece um tecido que nunca está completamente tecido. Estas etapas provisórias são a própria massa da ciência e o seu combustível principal. Nunca deixam de oferecer razões novas e perpétuas para continuar, compreensões melhores, teorias novas, formulações novas.