Interatividade, comunicação imersiva, produção artística colaborativa ou participativa, neologismos como «produsar», «produso» e «produtente» (captando a simbiose entre «produzir» e «usar», «produção» e «uso», «produtor» e «utente»): eis alguns dos conceitos transversais a esta obra coletiva de sociologia da música que tem por objeto a «cibercultura na era da internet das coisas». As transformações operadas na comunicação musical pelas redes digitais oferecem, de facto, um novo, amplo e desafiante campo de pesquisa e reflexão a que os trabalhos reunidos neste volume fazem inteiramente jus pela abrangência e pelo caráter inovador das abordagens, levando em conta um balanço crítico da literatura - já considerável e em acelerada expansão - sobre o assunto.