"Eu própria
Sou uma espécie de mar,
Uma alma que recua e que avança.
Sou um pássaro livre que voa no ar,
A imitar uma dança.
O meu espírito é inquieto,
É uma nuvem cinzenta que desanima.
Outro dia sou como o sol,
Uma bela estrela, repleta de vida.
Sou o contraste do ser vivo,
Sou a amante do delírio.
Vivo tudo em excesso,
Nada em mim é calmo, tudo é um martírio.
Sou repleta de vaidade,
De angústia, de solidão.
Sou emotiva e rigorosa,
Sou feliz dentro da minha prisão