Duelos
Este livro de Eduardo Nobre transporta-nos para a agitação social em Portugal causada pelo Ultimato de 1890, quando a vida intelectual e política sofre enormes convulsões e, no Parlamento, nas tertúlias e nos jornais, o debate de ideias excede todos os limites. Feridos na sua honra pessoal, os visados pelos textos de imprensa ou pelos discursos e discussões nas bancadas de S. Bento chegam ao extremo de desafiar os opositores para o mais radical dos desagravos, o duelo. À espada e à pistola, intelectuais, jornalistas e políticos salpicam de sangue o campo da honra. Eduardo Nobre retrata aqui um insólito conjunto de duelos a que assistiam em directo os repórteres e os fotógrafos dos jornais da época, para além de dezenas de curiosos e que marca os primeiros anos do século xx português.


Atentados

Ao longo do século xix, os atentados – regicídios ou tiranicídios – sucedem-se por toda a Europa. São quase sempre perpetrados por homens isolados ou, mais raramente, organizados em pequenos grupos, empurrados por uma fixação doentia que ronda a loucura. Uns parecem-nos hoje quase caricatos, outros chocam-nos pela chacina inútil de inocentes. Ao longo deste livro é possível conhecer um louco que quis matar D. Carlos à pedrada ou o anarquista que, por não encontrar o seu alvo, acaba por assassinar a mais bela imperatriz da Europa, a lendária Sissi, com quem se cruza casualmente. Neste livro se recordam os atentados que mudaram regimes, que transformaram os alvos em heróis e os assassinos em vítimas, e que acabariam, com duas balas apenas, por matar milhões de homens e alterar o mapa e os destinos da Europa.