Sem pena a pena do autor rasga o papel envernizado de gente sonante da nossa praça. A mordacidade nada ligeira e que não veste disfarce é a matéria-prima para o trabalho deste erudito e perspicaz poeta dos nossos dias cuja verve analítica e contundente nos lembra vates como Bocage ou Tolentino. A sátira, em divertidos jogos de palavras, ousada, directa, não poupa nomes de alcandorados a altos postos nos vários quadrantes da sociedade portuguesa, tornando-se um delicioso digestivo na fartura de disparates que diariamente nos são servidos à mesa nacional.