O assassinato de Martin Luther King, em Abril de 1968, fez mais do que encurtar tragicamente a vida de um dos mais notáveis líderes dos direitos cívicos da América, prémio Nobel da Paz em 1964 e coloca-nos desde logo a questão de saber se, diante do radicalismo então emergente, estariam a escapar ao seu controlo os maiores feitos que conseguiu em vida. O Martin Luther King que o autor nos apresenta é mais humano e menos mítico, sem esquecer todavia que este foi essencialmente um lutador que pregou contra a guerra e contra a pobreza, por uma redistribuição de riquezas mais justa e eficaz, pelo socialismo democrático e pelo fim do racismo, numa das maiores democracias do mundo.